Pinhão, estamos na temporada.

O pinhão, semente da Araucaria angustifolia, possui um perfil nutricional bastante interessante e costuma ser subestimado quando comparado a outras oleaginosas.
Do ponto de vista nutricional, o pinhão se aproxima mais de alimentos ricos em carboidratos, como batata-doce, mandioca e inhame, do que de oleaginosas como castanhas e nozes. Por isso, não deve ser encarado como uma “castanha”, mas como uma fonte energética vegetal rica em minerais e fibras.
Uma curiosidade interessante é que o pinhão contém compostos fenólicos e antioxidantes que vêm sendo estudados por seu potencial efeito anti-inflamatório e protetor cardiovascular, embora esses benefícios ainda dependam de mais pesquisas em humanos.
Se o objetivo for controle de peso, ele pode ser incluído na alimentação, mas vale considerar sua contribuição de carboidratos na composição total da refeição
Em média, 100 g de pinhão cozido fornecem:
Cerca de 170 a 190 kcal
Aproximadamente 40 g de carboidratos, entre 3 e 5 g de proteínas, cerca de 2 g de gorduras e 3 e 5 g de fibras.
Além disso, é fonte de:
Magnésio, Potássio, Fósforo
Zinco, Cobre e Manganês, bem como, Vitaminas do complexo B (principalmente B1 e B6)
Desta forma é boa fonte de energia: devido ao teor de carboidratos complexos, fornecendo energia de forma gradual.
Ele é também rico em fibras, tem baixo teor de gorduras. Diferentemente de castanhas, nozes e amêndoas, o pinhão possui pouca gordura total.
Para os adeptos de modismos, não contém glúten e naturalmente: pode ser uma opção interessante para pessoas com restrições ao glúten.
Dr. Daniel Magnoni